First Chapter - The Art of Change
Todo mundo tem que aprender alguma vez.
Aprender é uma ação que resulta em mudanças, sejam internas ou externas. É adquirir conteúdos diferentes daqueles que tinhamos, talvez somando coisas novas, talvez criando outras. Mas aprender é mudar.
Aprender é uma das ações que mais ocorrem nas nossas vidas, desde quando nascemos até (talvez) depois de morrermos. Mas a única condição para que isso aconteça é permitir-se aprender, é querer. E infelizmente, muitos preferem a ignorância, pois é mais fácil viver com ela. Não saber das coisas é confortável, você sempre pode se esconder atrás da desculpa de "mas eu não sabia". Mas sabia. (Depois que inventaram desculpas ninguém mais apanha, como diz o ditado).
O que causa isso ? (Além do benefício de ser perdoado, sem a necessidade de reparação do erro - hábito cada vez mais comum, diga-se de passagem)
Talvez o medo de mudar. Se não aprendemos nada, se não conhecemos nada diferente, permanecemos iguais, naquele espaço seguro, naquele ponto conhecido. Entramos numa eterna repetição de palavras, ações e afetos. Mas é seguro.
Aprender leva a mudar. Ninguém consegue descobrir que o vizinho espanca o filho e ficar sem fazer nada, algo que tem acontecer, algo tem que ser mudado. E essa posição de mudança, por vezes, é desconfortável ("Vou ter que trocar de lugar para esse casal sentar junto no ônibus").
Então é melhor fingir de cego, surdo e mudo. Nada vi, nada ouvi, nada falei. Nada senti.
É difícil, do nada, resolvermos mudar, apenas pelo prazer de mudar - simplesmente por que ele quase nunca existe. Não mudamos de casa por que deu vontade. Sabemos o trabalho que dá procurar outra casa, ajustá-la às nossas necessidades, empacotar tudo, levar para o novo lugar e se adaptar. Isso cansa, estressa, irrita. Mas talvez traga mais benefícios (fica mais perto do trabalho; é menos violento; é mais barato; etc).
Só mudamos quando é extremamente necessário, quando o lugar que ocupamos trás mais problemas do que soluções, mais desconforto do que satisfação (e mesmo assim às vezes continuamos sofrendo, sentado em cima de uma agulha, do que procurar outro lugar para sentar - porém só vamos até onde nosso corpo aguenta).
Mudar também trás incertezas, por mais que gostemos da casa, conhemos os vizinhos, o bairro, só vamos conhecê-la vivendo nela. A nova experiência nunca pode ser conhecida a priori, ela se contrói no encontro, na experiência em si. Vivendo nela, conhecendo-a aos poucos.
A incerteza é um fator de estagnação. Para mudar é preciso de coragem ("nada é certeza"), confiança ("Mas vai ser bom") e flexibilidade ("Mas se não for a gente dá um jeito").
Mudar é difícil. É um fato. Mas também uma necessidade. Algumas mudanças podem parecer fáceis : "Caneta ponta fina ou caneta ponta grossa?", outras não "Nova Iorque ou Paris?". Mas a dificuldade não se encontra na escolha, e sim na relação que temos com ela. Para alguém pode ser muito fácil decidir entre dois paises para morar durante 3 anos, em compensação escolher qual caneta usar no trabalho pode ser extremamente complicado, e por seus motivos pessoais, sem ter mérito da dificuldade. O que é difícil para um pode não ser para o outro. E isso devemos respeitar.
O máximo que podemos fazer pelo outro é ajudá-lo a decidir, oferecer suporte para qualquer que seja a escolha, apoiá-lo para que se decida, dar um local de refúgio caso seja necessário.
Esse é outro ponto importante para a mudança. É ter em quem confiar se tudo der errado. Ter pessoas que vão te ajudar caso nada saia da maneira que deveria ter saído. É saber que mesmo tendo apostado todas as fichas pode haver alguém que te ajude a achar mais uma no chão.
Tudo isso entra no "cálculo do risco" de mudar. Mas quando uma situação se torna insustentável, não há risco que nos impeça de mudar. Essa insustentabilidade nos oprime, nos esmaga, nos faz sofrer - e possibilidade de escapar disso é nossa única esperança. É a força da necessidade de mudar que nos impulsiona para o desconhecido.
Atirar-se no escuro, torcendo para que encontremos algo para nos agarrar, que encontremos um solo duro o bastante para aguentar o nosso peso. É isso que esperamos encontrar.
A esperança de algo melhor, advindo da mudança, também nos leva à isso.
Requisitos básicos: a (falsa)certeza (=Fé) de que tudo vai dar certo e a esperança. Isso somado a necessidade temos então o combustível para a mudança.
Infelizmente, às vezes, ela não é aceita pelos outros. E isso pode ser importante. E então temos outras lutas para serem lutadas. Não basta o esforço de mudar, também temos que viver ao esforço de sustentar essa mudança. Talvez esse seja o maior peso que tudo isso trás.
Mudar exige isso: Coragem. Acima de tudo.
domingo, novembro 16, 2008
Chapter Zero - Re-starting
Novo fôlego. Era o que o Blog precisava. Porém, não dá para tirar isso do nada. Tornou-se preciso começar do zero. Não abandonando tudo o que já foi feito, escrito e publicado. Mas começando um novo "livro".
Só foi possível chegar aqui graças aos "capítulos anteriores", eles são importantes para marcar o terreno que adentrarei, são as bases para o hoje e para o amanhã. Esquecê-los ou apagá-los seria como ignorar mais de 3 anos de Blog. Seria ignorar 4 anos da minha vida. Ainda consigo ler cada postagem e lembrar o exato motivo de cada um deles, mesmo que isso não fique explícito e cada um deles.
São memórias amarradas. Uma trilha de farelos de pão para saber por onde passei, onde cai, onde fiquei e onde não andei. São os pontos, os marcadores da minha vida.
Por vezes foi um amigo com quem eu podia falar, e que certamente me ouviria. Válvula de escapa para medos, ansiedades, felicidades e criatividade.
Mas ele foi morrendo aos poucos. Fui me afastando, a vida exigia mais tempo para viver e menos para escrever. E por um lado isso me afetava, pois sempre escrevi com muito carinho (com o blog) e abandoná-lo seria destruí-lo, transformá-lo em um objeto perecível com sua data de vencimento se aproximando.
Então o recomeçarei do Zero. Mudando (novamente) o título, não mais: "Living Between Heaven and Hell", ou "Just Like Heaven". A Arte de Viver é isso, é mover-se entre o Céu e o Inferno, às vezes parecendo como o Céu, às vezes não. É saber caminha sozinho, acompanhado, com raiva, apaixonado, triste, feliz, inspirado, cansado, entediado, enciumado, surpreso, chorando ou sorrindo. Viver é uma Arte, onde cada um pinta seu quadro, esculpe sua escultura, canta sua música ou escreve o seu livro. E essa é a minha Arte de Viver: Escrevendo e vivendo.
Que essa iniciativa seja inspiradora, criadora, filosófica e contínua.
Esse é o prefacio da arte de viver. Infelizmente não existe um prefacio para vida. Já começamos no capítulo 1.
Novo fôlego. Era o que o Blog precisava. Porém, não dá para tirar isso do nada. Tornou-se preciso começar do zero. Não abandonando tudo o que já foi feito, escrito e publicado. Mas começando um novo "livro".
Só foi possível chegar aqui graças aos "capítulos anteriores", eles são importantes para marcar o terreno que adentrarei, são as bases para o hoje e para o amanhã. Esquecê-los ou apagá-los seria como ignorar mais de 3 anos de Blog. Seria ignorar 4 anos da minha vida. Ainda consigo ler cada postagem e lembrar o exato motivo de cada um deles, mesmo que isso não fique explícito e cada um deles.
São memórias amarradas. Uma trilha de farelos de pão para saber por onde passei, onde cai, onde fiquei e onde não andei. São os pontos, os marcadores da minha vida.
Por vezes foi um amigo com quem eu podia falar, e que certamente me ouviria. Válvula de escapa para medos, ansiedades, felicidades e criatividade.
Mas ele foi morrendo aos poucos. Fui me afastando, a vida exigia mais tempo para viver e menos para escrever. E por um lado isso me afetava, pois sempre escrevi com muito carinho (com o blog) e abandoná-lo seria destruí-lo, transformá-lo em um objeto perecível com sua data de vencimento se aproximando.
Então o recomeçarei do Zero. Mudando (novamente) o título, não mais: "Living Between Heaven and Hell", ou "Just Like Heaven". A Arte de Viver é isso, é mover-se entre o Céu e o Inferno, às vezes parecendo como o Céu, às vezes não. É saber caminha sozinho, acompanhado, com raiva, apaixonado, triste, feliz, inspirado, cansado, entediado, enciumado, surpreso, chorando ou sorrindo. Viver é uma Arte, onde cada um pinta seu quadro, esculpe sua escultura, canta sua música ou escreve o seu livro. E essa é a minha Arte de Viver: Escrevendo e vivendo.
Que essa iniciativa seja inspiradora, criadora, filosófica e contínua.
Esse é o prefacio da arte de viver. Infelizmente não existe um prefacio para vida. Já começamos no capítulo 1.
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