quinta-feira, setembro 07, 2006

Venho por meio desta expressar minha indignação com a conduta humana, mais precisamente, algumas de suas expressões.

"As pessoas me entediam", já dizia um grande sábio, talvez ele tenha sido o primeiro a verbalizar um conhecimento que poucos percebem durante a vida, que o homem é supérfulo, quase uma aberração da natureza, um erro de percurso na linha da evolução. Como um ser tão vil pode ter construido tudo o que criou, um mundo de máquinas e entendimentos químicos e microscópico ? Por que não os ratos ? Por que não são as formigas ?
Talvez aquilo que nos "humaniza" também seja aquilo que nos faz os "dominantes" do mundo... Os Sentimentos, a subjetividade, as emoções elaboradas, toda essa besteira que nos enfraquece, se tornando nosso ponto fraco, e também nosso ponto forte.Que irônico...

Inveja, ciúmes, amor, amizade, ódio, saudade, tristeza, et cetera.Tudo isso nos impulsiona, mas também nos segura.Quem sabe não seja éssa a graça dos Deuses, nos ver lutar não contra os outros, mas as lutas internas, aquelas que criamos em nossas cabeças, entre o que queremos e o que podemos, entre as vontades e as regras, entre as regras e o mundo "de fora".
Que dádiva é essa ? Piada divina para com os homens.

Antes fossemos animais, tal como aqueles que se alimentam de animais mortos no deserto, ou como aqueles no mar, ou no ar.Ou aqueles que permanecem nas árvores , sempre de olho no horizonte.Talvez não fossemos felizes, da forma como experimentamos esse sentimento, mas de certo não seriamos tristes, irritados, odiosos, seriamos a natureza de forma mais pura.

Grande conduta humana essa que temos, fazemos joguinhos, fingimos, exageramos, conquistamos, tentamos conquistar, nunca falamos diretamente, nos iludimos e os outros nos iludem, um grande jogo de farsas, desempenho de papeis, mentiras.Vivemos numa grande peça teatral, que apesar de seus protagonistas planejarem a próxima fala, tudo soa como um grande improviso, e aqueles que são melhores atores sobrevivem mais uma rodada, os outros ... ficam a espera de mais um papel coadjuvante na vida de outra pessoa.


felicidade, tristeza, raiva, inveja, cíumes, ansiedade, empatia, medo, alívio, pesar, esperança, desespero, amor, paixão, ódio, remorso, arrependimento, culpa, vergonha, embarasso, orgulho, etc...

No fim, talvez tudo isso se perca, e a nossa parte animal, nosso corpo é a única coisa a continuar no mundo, do pó ao pó.
Mas e nóssos sentimentos, nóssas experiências, vão para onde ? São desperdícios ? Se são, para que a dor de vive-las ?

Talvez os golfinhos estejam certo.

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