segunda-feira, dezembro 11, 2006

Newton, num dia de inspiração teve uma bela idéia, podemos dizer que ele estava pensando na natureza humana, mas em pleno sec XVII os poetas não eram tão bem vistos como os físicos, e logo colocaram a Terceira Lei de Newton como uma importante teoria a cerca do comportamento de corpos em movimento, dentro da física.
Talvez Newton tenha sido mal-interpretado.

"Para cada ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade."

De forma simplista foi isso que entendemos como a Terceira Lei de Newton.Mas o que será que ele realmente quis dizer ?

Se pensarmos que a reação oposta não precisa ser necessariamente igual à ação, apenas ter a mesma intensidade, podemos imagina-la como sendo qualquer coisa, só que a percepção da intensidade pode ser totalmente subjetiva no corpo que foi o alvo da ação...
Confuso ?
Vamos imaginar que A diga algo para B, A pode achar que o que disse foi inofensivo, no entanto B pode perceber o que foi dito por A com uma intensidade diferente do que este realmente planejava passar.Logo a experiencia subjetiva de B faz com que ele reaja numa intensidade igual à que ele percebeu, o que pode ser um aperto de mão ou um soco na cara.

Podemos julgar B ?E Podemos julgar A ?
Ambos tiveram experiências de vida diferentes, talvez o que foi dito por A não seja algo que lhe afetesse caso tivesse ouvido sua fala por outra pessoa, mas temos que ver que o ouvinte da fala de A não teve a mesma experiencia que ele, logo só se pode esperar uma reação oposta, mas sua intensidade dependera de como B foi afetado.

B pode ter as mais variadas reações e ao direcioná-la para A teremos uma nova ação, que por A será sentida com outra intesidade, talvez maior ou menor do que ele desferiu inicialmente.

Resumindo, tal lei ao ser aplicada no Homem terá uma interpretação diferente da que foi dada pela física, afinal que tipo de subjetividade pode ter uma bolinha de ferro acertada por uma bolinha de chumbo ?

Acho que Newton nunca levou sua teoria para esse lado.

Saindo da Lei de Newton, e se aprofundando na mim, posso pensar que tais ações e reações são apenas erros de calculos, feito por Homens.Um erro de calculo de A custou-lhe uma reação adversa, algo inesperado, algo não calculado, uma intensidade não prevista.Tal erro de calculo é apenas uma consequência na experiência subjetiva individual, quando esquecemos da variavel "e o outro", o que leva, mais provavelmente ao erro.
E a reação de B ? Pode ter sido um erro na medida que talvez a intensidade da ação tenha sido mal percebida, ou interpretada de forma equivocada, ou até mesmo pode ter sido sentida de uma maneira e por um erro fisiológico, por exemplo, reagido com uma intensidade superior.

No fundo, temos erros da duas partes ?

Essa questão só pode ser resolvida quando essas duas verdades se juntarem, e houver uma auto-analise dos envolvidos, pois só assim podemos chegar mais próximo de um melhor entendimento dessas "experiências subjetivas" que essas duas partes são.

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