terça-feira, fevereiro 12, 2008
Como seria ser tomado por um impulso de largar suas obrigações por um dia para ir à um lugar que não faz o menor sentido ? Nesse local nada de especial existe, mas você sente que lá era onde você deveria estar.Minutos depois, já se sentindo bobo, decide ir embora.Hesita por um minuto, e de repente nota que não esta mais sozinho, outra pessoa, aparentemente procurando por algo, esta ali.Diferente de você, ela parece não se sentir boba.
No caminho de volta para casa, aquela pessoa está esperando pela condução para ir embora também, novamente um impulso te faz oferecer uma carona, e ,como se o destino não fosse irônico o suficiente, ela esta indo para o mesmo lugar que você.Aquele dia, que prometia ser apenas mais um dia torna-se algo inacreditável, e logo você se apaixona por aquela estranha pessoa.E então se sente idiota, afinal como alguém se apaixonaria por outra pessoa que acabou de conhecer ? Mas para seus sentimentos não importa o tempo, apenas o modo como seu coração bate diferente.
Como uma fantasia, você vê nos olhos da outra pessoa que ela também está apaixonada por você .E há outro momento de hesitação.O que está acontecendo ? Minutos depois você está em casa. Antes de entrar o carteiro o chama para entregar as correspondências em suas mãos.Você e a pessoa estranha se sentam no sofá.Para sua surpresa há uma fita no envelope, a curiosidade é mais forte que a felicidade de estarem juntos.Quando a fita começa a tocar você reconhece sua voz, mas não tem a menor lembrança de tê-la gravado.
Passam se alguns segundos para que a explicação chegue, você está participando de um procedimento não-cirúrgico para apagar de suas memórias justamente a pessoa que está do seu lado, um pesado silêncio misturado com assombro, dor e confusão fica entre os dois.A fita continua enquanto os dois não conseguem se olhar, você por não lembrar de ter dito aquilo e a outra pessoa por escutar coisas que ela reconhece em si e que apenas alguém que a conhecesse muito intimamente saberia.
O que fazer uma vez provado que aquilo é verdade? Seguir em frente até o momento que o fez querer esquecer o outro para sempre ou interromper naquele exato momento, aquilo que vocês dois passaram, antes que tudo de errado ?
É exatamente aí que acaba o filme "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças", de Michel Gondry - 2004.Muitos assistiram o filme,mas no final nem todos conseguiram contemplar toda a beleza e a tristeza que o filme tem, desde os momentos que mostram o amor entre Joel e Clementine até o desgate da relação deles.Tudo isso para que no fim eles se conhecessem de novo.
Estou dando um tempo na teoria que comecei no post anterior, pois preciso de tempo para organizar a segunda parte.E hoje assisti novamente esse filme maravilhoso, que talvez ocupe a posição número um dos melhores filmes que assisti.Não importa quantas vezes eu o assista, sempre é como a primeira vez, como se eu tivesse apagado a história das minhas lembranças e me apaixonasse infinitas vezes pelo mesmo filme.Ou talvez porque no fundo imagino que há um final feliz depois dos créditos.Joel e Clementine jogam fora as fitas, e decidem construir algo novo, apenas mantendo em mente que eles nunca gostariam de chegar ao ponto de desejarem se esquecer, e isso se torna o único ponto de referência para o seu primeiro passado.
Esse filme também mostra numa prática fantasiosa o tema do Eterno Retorno, idéia trabalhada por Nietzsche.De maneira romântica e narrativa vemos um casal que se conhece, se apaixona, se odeia e se separa, e logo em seguida se conhecem novamente, repetindo infinitamente as mesmas escolhas, sem notarem que a repetem.Freud sustentado nessa idéia criou o termo Compulsão à Repetição, que na Psicanálise (de forma resumida) significa as repetições que fazemos inconscientemente durante a vida, seja escolhendo os mesmos tipos de parceiros, os mesmos tipos de amigos, os mesmo erros nos mesmos lugares, e que raramente nos damos conta de que estamos repetindo.E mesmo quando isso acontece, quase nunca mudamos aquilo.
Estamos sempre encontrando nossas Clementines e Joels pelo mundo, cometendo os mesmos erros.Nem mesmo Freud conseguiu chegar num consenso sobre o porque fazemos isso, durante a evolução de sua teoria ele pensou em várias coisas, mas nem no fim de sua vida chegou a uma conclusão.A primeira impressão é de que repetimos para tentar chegar numa resolução melhor, erramos sempre igual na tentativa de reparar o "erro inicial", aquele que desencadeou nossa eterna repetição.No entanto, Freud notou que mesmo quando fazemos diferente ou conseguimos resolver um problema de forma satisfatória, quase sempre continuamos agindo da mesma maneira.
Será que podemos sair desse círculo vicioso eterno ? Talvez não.
No caminho de volta para casa, aquela pessoa está esperando pela condução para ir embora também, novamente um impulso te faz oferecer uma carona, e ,como se o destino não fosse irônico o suficiente, ela esta indo para o mesmo lugar que você.Aquele dia, que prometia ser apenas mais um dia torna-se algo inacreditável, e logo você se apaixona por aquela estranha pessoa.E então se sente idiota, afinal como alguém se apaixonaria por outra pessoa que acabou de conhecer ? Mas para seus sentimentos não importa o tempo, apenas o modo como seu coração bate diferente.
Como uma fantasia, você vê nos olhos da outra pessoa que ela também está apaixonada por você .E há outro momento de hesitação.O que está acontecendo ? Minutos depois você está em casa. Antes de entrar o carteiro o chama para entregar as correspondências em suas mãos.Você e a pessoa estranha se sentam no sofá.Para sua surpresa há uma fita no envelope, a curiosidade é mais forte que a felicidade de estarem juntos.Quando a fita começa a tocar você reconhece sua voz, mas não tem a menor lembrança de tê-la gravado.
Passam se alguns segundos para que a explicação chegue, você está participando de um procedimento não-cirúrgico para apagar de suas memórias justamente a pessoa que está do seu lado, um pesado silêncio misturado com assombro, dor e confusão fica entre os dois.A fita continua enquanto os dois não conseguem se olhar, você por não lembrar de ter dito aquilo e a outra pessoa por escutar coisas que ela reconhece em si e que apenas alguém que a conhecesse muito intimamente saberia.
O que fazer uma vez provado que aquilo é verdade? Seguir em frente até o momento que o fez querer esquecer o outro para sempre ou interromper naquele exato momento, aquilo que vocês dois passaram, antes que tudo de errado ?
É exatamente aí que acaba o filme "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças", de Michel Gondry - 2004.Muitos assistiram o filme,mas no final nem todos conseguiram contemplar toda a beleza e a tristeza que o filme tem, desde os momentos que mostram o amor entre Joel e Clementine até o desgate da relação deles.Tudo isso para que no fim eles se conhecessem de novo.
Estou dando um tempo na teoria que comecei no post anterior, pois preciso de tempo para organizar a segunda parte.E hoje assisti novamente esse filme maravilhoso, que talvez ocupe a posição número um dos melhores filmes que assisti.Não importa quantas vezes eu o assista, sempre é como a primeira vez, como se eu tivesse apagado a história das minhas lembranças e me apaixonasse infinitas vezes pelo mesmo filme.Ou talvez porque no fundo imagino que há um final feliz depois dos créditos.Joel e Clementine jogam fora as fitas, e decidem construir algo novo, apenas mantendo em mente que eles nunca gostariam de chegar ao ponto de desejarem se esquecer, e isso se torna o único ponto de referência para o seu primeiro passado.
Esse filme também mostra numa prática fantasiosa o tema do Eterno Retorno, idéia trabalhada por Nietzsche.De maneira romântica e narrativa vemos um casal que se conhece, se apaixona, se odeia e se separa, e logo em seguida se conhecem novamente, repetindo infinitamente as mesmas escolhas, sem notarem que a repetem.Freud sustentado nessa idéia criou o termo Compulsão à Repetição, que na Psicanálise (de forma resumida) significa as repetições que fazemos inconscientemente durante a vida, seja escolhendo os mesmos tipos de parceiros, os mesmos tipos de amigos, os mesmo erros nos mesmos lugares, e que raramente nos damos conta de que estamos repetindo.E mesmo quando isso acontece, quase nunca mudamos aquilo.
Estamos sempre encontrando nossas Clementines e Joels pelo mundo, cometendo os mesmos erros.Nem mesmo Freud conseguiu chegar num consenso sobre o porque fazemos isso, durante a evolução de sua teoria ele pensou em várias coisas, mas nem no fim de sua vida chegou a uma conclusão.A primeira impressão é de que repetimos para tentar chegar numa resolução melhor, erramos sempre igual na tentativa de reparar o "erro inicial", aquele que desencadeou nossa eterna repetição.No entanto, Freud notou que mesmo quando fazemos diferente ou conseguimos resolver um problema de forma satisfatória, quase sempre continuamos agindo da mesma maneira.
Será que podemos sair desse círculo vicioso eterno ? Talvez não.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Lá e volto outra vez ...
Já se passou um mês desde minha última visita, ou melhor, postagem.
Até o momento pensei em escrever várias coisas, porém nenhuma delas interessante o suficiente ou que eu realmente permitiria que as pessoas lessem...haviam também as coisas que eu gostaria que algumas pessoas soubessem, mas não seriam moralmente aceitas, no fim cá estou, com algo para escrever... é uma teoria, na verdade é uma visão de mundo,nada foi preparado antes, apenas a idéia principal:
As Relações Utilitaristas :
Não é um assunto "feliz" para se tratar , principalmente por ser um tanto pessimista, pelo menos em seu ponto de vista.Mas o triste não é o assunto, e sim que isso ocorre tão banalmente que me assusta.Talvez eu não consiga terminar meus pensamentos em um só tópico,então posso não terminá-lo hoje.
Gostaria de destacar alguns dos relacionamentos que a prática utilitarista acontece, muito vísivel na grande parte das vezes.Na verdade eu poderia descrever tudo de modo simples e único, e que cada um faria suas conexões e leituras, porém acredito que cada tipo de relacionamento tem suas exceções, não que isso mude muito do que será escrito mas acredito que são nos exemplos que temos as melhores chances de se tornar claro.Sem mais delongas vou me iniciar.
Quais tipos de relações poderiam ser observadas ? Farei alterações ao longo da escrita.Podemos classificar dois tipos de relações como :
Vou iniciar com os relacionamentos prioritariamente de amor, pois é mais simples de ser visto, já sua contra-parte será necessário uma divagação mais complexas que não será mais difícil se for acompanhada dessa primeira parte.Digo que falar sobre relações utilitaristas de ódio é mais complexo pois a primeira instância não nos parece possível falar em utilitarismo do ódio, principalmente nas relações, mas mostrarei que é possível.
Nas relações prioritariamente de amor podemos destacar :
Assim comecemos pela palavra principal :
Utilitarismo
A fonte das minhas informações vem de um artigo do Wikipédia.Resumidamente, podemos categorizar o utilitarismo como um conceito filosófico, derivado da doutrina Ética que prescreve uma ação (ou inação) que o objetivo de preservar o bem-estar dos seres humanos.Pode-se resumir em uma frase : "Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar".Porém ele é definido como diferente de egoísmo, porque insiste no fato de que devemos considerar o bem-estar de todos e não o bem estar de uma única pessoa.No entanto, podemos pensar num egoísmo mútuo, ou grupal.
Existem 5 princípios fundamentais que definem o utilitarismo:
O Utilitarismo é amplamente usado para explicar fatos econômicos, porém farei um deslocamento desse pensamento para relações inter-pessoais.
Namoro:
Minhas exemplificações são baseadas em observações ao longo da vida, e como caracterizar o Namoro Utilitarista ? Simples, basta colocar na práticas os 5 princípios da teoria.Mas seria o utilitarismo uma característica da relação ou será que dos indivíduos nos relacionamentos ?Acredito que a segunda afirmação é verdadeira, pois se pensarmos no princípio do consequencialismo as relações em si são vazias moralmente, namoro é bom e mau, logo neutro, mas quem o transforma são os indivíduos dentro dele.
Vemos constantemente, na literatura, nos filmes, nas novelas, nas músicas caso iguais, de namoro destruidores, onde ambos ou se anulam, ou se sobrepõem ao outro, porém nada disso é suficiente para que eles terminem.Apesar da dor, do aparente mal-estar, descobrimos que existe algo no fundo que supera tudo isso, um bem-estar maior.
E é no cálculo do bem-estar que descobrimos que essas pessoas são regidas numa relação de que é sempre o bem-estar que deve ser o objetivo, 'posso ter problemas no meu relacionamento, sofrer, no entanto é melhor do que estar sozinho', não importa se aquilo é destrutivo para a sua vida, se aquilo não esta te levando há um lugar melhor.'Eu tenho com o outro coisas que não terei sozinho', há uma troca de pouco por quase nada.Esse seria o caso de anulações, onde várias vontades são suprimidas (princípio da agregação) pelas duas partes para que o bem-estar seja alcançado por todos (os dois, ou três, depende dos envolvidos no relacionamento).
Mas existe também o caso onde um dos dois é totalmente sacrificado em nome do bem-estar de um.Uma minoria, geralmente a parte mais fraca, perde seus direitos, vontades, desejos para que o outro tenha o dever de ter seu bem-estar maximizado.E mesmo assim, esse total sacrifício é recompensado, o suficiente para que ele continue no relacionamento, não é possível colocar em números absolutos, mas é imaginável que o mesmo deva considerar as consequências de sua anulação como algo bom, pelo menos para ele existe um ganho, talvez a existência do relacionamento, um carinho, uma companhia.
Casamento:
Muito do que foi dito sobre o namoro pode ser colocado nas exemplificações do casamento, afinal podemos considera-lo como uma "evolução lógica" do relacionamento.No entanto, os ganhos e motivos de anulação podem ser diferentes.O próprio casamento cria certas imposições que não existem no namoro, agora o sustento da casa (a edificação, materialização da "estabilidade" relacional dos indivíduos) é objetivo dos dois, eles devem se manter, ou então , um deve manter o mais desfavorecido, e isso cria as obrigações de estabilidade.
Essas obrigações em nome do bem-estar de todos (pode ser da esposa, do esposo, dos filhos) os força a viverem numa relação utilitarista, onde não deve importar o que é feito, e sim se é para algo bom, 'tenho que continuar casado, pois tenho que cuidar dos meus filhos, não importa que meu casamento com meu marido não esteja bom, mas é para o bem de todos', ou então, 'não tenho como me sustentar sozinho, mesmo podendo estar num relacionamento melhor não posso deixá-la porque não teria dinheiro'.
Uma característica comum no utilitarismo é a necessidade do outro, é precisar de alguém e pagar na moeda que se pode utilizar, 'não tenho emprego, então pago o que recebo como uma ótima dona de casa (desesperada no interior)'.Mas não quero dizer que a única cumplicidade dentro do casamento seja a dependência material, pelo contrário, as vezes esta nem existe, é que essa é uma diferença com o namoro, onde, geralmente, cada um tem suas finanças individuais.É lógico que no casamento ainda exista muito do que foi dito no namoro.
Amizade:
Para mim é um dos pontos mais difíceis de se falar, por se tratar de um tipo de relacionamento acima de muitos, nele é possível ser mais verdadeiro.Na verdade o fato dele estar aqui relacionado é um tanto conflituoso, ou devo dizer, paradoxal.Isso acontece pelo que ele representa.Vou apresentar um concepção de amizade que eu acredito ser resumidamente verdadeira:
Com essa indagação devemos pensar que é uma relação de amizade e não Amizade propriamente dita, ou melhor podemos dizer que é um coleguismo, uma relação que utiliza alguns dos pontos da Amizade, porém com uma força de ligação mais fraca.A Amizade seria o último estágio do relacionamento entre amigos, e como último também deve-se esperar por maiores dificuldades de se alcançar.
Essa amizade utilitarista tem como característica a habilidade de ser dissolvida, com uma aparente finitude.Se levarmos em consideração que a amizade é uma escolha mútua (pois não me é concebível que exista uma amizade unilateral), ela tem o objetivo de encontrar o bem-estar, porém quando esse é inalcançavel ou seja ao fim esse relacionamento se esgota, e consequentemente acaba.Diferente de um namoro, ou um casamento, normalmente relacionamento com duas pessoas envolvidas, na amizade é possível que existam vários amigos, o que dá vazão para que esse relacionamento se esgote.Ao longo da vida as pessoas vão conhecendo novas pessoas, algumas com interesses mais parecidos, outras com interesses totalmente diferentes e é nesse jogo de escolha que as pessoas se aproximam e se distanciam.
A amizade utilitarista é essa que se esgota, e podemos mudar de grupo, mudar de amigos, sempre estando o mais próximo do maior bem-estar possível.Quem me agrada hoje, pode não o fazer amanhã, e quando não me compensar mais irei atrás de outros, e nessa jogada todos trocam de cadeira.No entanto é difícil distinguir de amizades verdadeiras de amizades utilitaristas, a principio elas compartilham várias caracteristicas, e talvez, infelizmente, só seja possível saber de qual se trata no único ponto que elas se diferem, ou seja, em sua finitude.
Mas algumas vezes é possível que haja outros sinais durante esse relacionamento, e um deles é o comportamento : "a tendência de desejar o melhor para o outro", isso é algo que as vezes não acontece pois estamos desejando o melhor para nós mesmo e o amigo as vezes aceitara o que lhe fizerem, mesmo que não lhe seja bom, em nome da amizade faço pequenos sacrifícios para o bem-estar do outro.
Uma amizade pura se revelaria sem a necessidade de sacrifícios, pois ambos fariam apenas o que fosse bom para ambas as partes.É lógico que uma amizade sempre assim é um pouco difícil de se imaginar, então devemos coloca-lá como até certo ponto como utópica, mas se colocássemos uma escala veríamos que apesar de ser "inalcançável" podemos estar sempre tentando chegar lá.Sim, as vezes fazemos pequenos sacrifícios de nossas vontades e nome de nossos amigos, mas em que quantidade ? Estamos sempre reprimindo a vontade dele, ou em poucas vezes.O sacrifício dele lhe retorna na forma de um sacrifício meu posteriormente, ou presumo que era obrigação dele, e logo, não deve ser agradecida.São estas pequenas características que nos aproximam de uma amizade prioritariamente utilitaristas ou se se aproxima de uma amizade pura.
Isso me leva há outra questão, temos amigos pelo carinho que gostamos de receber ou de dar ? Como já dito anteriormente a característica do utilitarismo é a necessidade do outro, ou seja, fazemos algo para receber o mesmo ou outra coisa em troca.Gostaria de repetir, que não estou fazendo juízo de valores, afirmando que amizades utilitaristas são boas ou más, isso depende dos valores morais de cada um, pelo pensamento utilitarista o que define isso é a consequência, se é bom para ambos, então é bom.Cabe a cada um julgar seus relacionamentos, basta alguns momentos de reflexão para ver onde nos encaixamos.
Solteiro:
Estar solteiro pode colocar a pessoa em diferentes situações, como poder ficar com várias pessoas diferentes (ao mesmo tempo, ou não) ou estar sozinho.Na primeira opção vemos um misto entre o namoro e a amizade, onde o relacionamento afetivo mistura a possibilidade da troca assim que o bem-estar se esgota com o prazer trazido pelas relações mais carnais.Nesse caso, temos um relacionamento direcionado para o prazer, que leva em consideração os outros apenas no que diz respeito a importância disso para si próprio, ou seja, 'só me preocuparei com o outro nos pontos que podem afetar meu bem-estar'.
Na situação de estar sozinho, o solteiro pode se beneficiar de encontrar o bem-estar em sua liberdade em relação aos outros, não existe o outro para a busca da satisfação, e não digo sexual, pois devemos lembrar que bem-estar esta ligado ao físico, intelectual e moral.
É nesse cenário que vemos pessoas que entram nele assim que um previamente não lhe trazia mais benefícios, não tanto quanto o que o status de solteiro pode lhe trazer, assim como aqueles que nele estão podem optar por deixá-lo assim que este não lhe seja mais confortável.
É possível existir uma relação Altruísta ?
A palavra Altruísmo foi cunhada pelo filósofo francês Augusto Comte e designa a idéia de solidariedade e usada para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros.Nesse caso, é pode ser confundida com os sacrifícios que citei acima, mas não é o que acontece,pois dedicar-se aos outros não pressupõem abrir mão de suas vontades, mas sim fazer aquilo que você pode fazer sem cobrar nada em retorno.
Comte também apresentar o Altruísmo em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade são os sentimentos que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).
Diria que a forma mais eqüalitária de relacionamento Altruísta seria o de apego, onde os dois envolvidos, ou mais, mantém seu vínculo de forma igual, onde o amor dado é recebido em amor, sem obrigação mas por vontade e possibilidade.
A existência de um relacionamento altruísta pode parecer utópico, mas creio ser possível, através da sinceridade com os próprios sentimentos, com os outros.Dessa forma nossos laços podem se apertar, mesmo que as vezes possa ser difícil encontrar pessoas assim, tenho fé que todos encontraram pessoas com quem possam desejar viver a vida toda de forma feliz e altruísta.
No próximo post vou tratar dos Relacionamentos prioritariamente de ódio, e a conclusão da teoria.Posso atualizar esse texto posteriormente.
t+
Já se passou um mês desde minha última visita, ou melhor, postagem.
Até o momento pensei em escrever várias coisas, porém nenhuma delas interessante o suficiente ou que eu realmente permitiria que as pessoas lessem...haviam também as coisas que eu gostaria que algumas pessoas soubessem, mas não seriam moralmente aceitas, no fim cá estou, com algo para escrever... é uma teoria, na verdade é uma visão de mundo,nada foi preparado antes, apenas a idéia principal:
As Relações Utilitaristas :
Não é um assunto "feliz" para se tratar , principalmente por ser um tanto pessimista, pelo menos em seu ponto de vista.Mas o triste não é o assunto, e sim que isso ocorre tão banalmente que me assusta.Talvez eu não consiga terminar meus pensamentos em um só tópico,então posso não terminá-lo hoje.
Gostaria de destacar alguns dos relacionamentos que a prática utilitarista acontece, muito vísivel na grande parte das vezes.Na verdade eu poderia descrever tudo de modo simples e único, e que cada um faria suas conexões e leituras, porém acredito que cada tipo de relacionamento tem suas exceções, não que isso mude muito do que será escrito mas acredito que são nos exemplos que temos as melhores chances de se tornar claro.Sem mais delongas vou me iniciar.
Quais tipos de relações poderiam ser observadas ? Farei alterações ao longo da escrita.Podemos classificar dois tipos de relações como :
- prioritariamente de amor; e
- prioritariamente de ódio.
Vou iniciar com os relacionamentos prioritariamente de amor, pois é mais simples de ser visto, já sua contra-parte será necessário uma divagação mais complexas que não será mais difícil se for acompanhada dessa primeira parte.Digo que falar sobre relações utilitaristas de ódio é mais complexo pois a primeira instância não nos parece possível falar em utilitarismo do ódio, principalmente nas relações, mas mostrarei que é possível.
Nas relações prioritariamente de amor podemos destacar :
- Namoro;
- Casamento;
- Amizade;
- Solteiro - sim, estar solteiro é estar em relacionamento com :
- várias pessoas; ou
- consigo mesmo.
Assim comecemos pela palavra principal :
Utilitarismo
A fonte das minhas informações vem de um artigo do Wikipédia.Resumidamente, podemos categorizar o utilitarismo como um conceito filosófico, derivado da doutrina Ética que prescreve uma ação (ou inação) que o objetivo de preservar o bem-estar dos seres humanos.Pode-se resumir em uma frase : "Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar".Porém ele é definido como diferente de egoísmo, porque insiste no fato de que devemos considerar o bem-estar de todos e não o bem estar de uma única pessoa.No entanto, podemos pensar num egoísmo mútuo, ou grupal.
Existem 5 princípios fundamentais que definem o utilitarismo:
- Princípio do bem-estar: Toda ação moral tem como objetivo o bem-estar, seja este físico, intelectual ou moral;
- Consequencialismo: A única coisa de deve ser julgada moralmente é a consequência das ações, logo que as faz não cabe ao julgamento, ou seja, é indiferente se o agente da ação agiu de forma generosa, interessada ou sádica, pois são as conseqüências que são morais.Assim, para o utilitarismo, dentro de circunstâncias diferentes um mesmo ato pode ser moral ou imoral, dependendo se suas conseqüências são boas ou más;
- Princípio da agregação: O que conta é a quantidade global de bem-estar produzida, qualquer que seja a repartição desta quantidade. Sendo assim, é considerado válido sacrificar uma minoria, cujo bem-estar será diminuído, a fim de aumentar o bem-estar geral:a desgraça de uns é compensada pelo bem-estar dos outros. Se o saldo de compensação for positivo, a ação é julgada moralmente boa;
- Princípio de otimização: O utilitarismo exige a maximização do bem-estar geral, o que não se apresenta como algo facultativo, mas sim como um dever;
- Imparcialidade e universalismo: Os prazeres e sofrimentos são considerados da mesma importância, quaisquer que sejam os indivíduos afetados. O bem-estar de cada um tem o mesmo peso dentro do cálculo do bem-estar geral.Este princípio é compatível com a possibilidade de sacrifício. A princípio, todos têm o mesmo peso, e não se privilegia ou se prejudica ninguém – a felicidade de um rei ou de um cidadão comum são levadas em conta da mesma maneira.
O Utilitarismo é amplamente usado para explicar fatos econômicos, porém farei um deslocamento desse pensamento para relações inter-pessoais.
Namoro:
Minhas exemplificações são baseadas em observações ao longo da vida, e como caracterizar o Namoro Utilitarista ? Simples, basta colocar na práticas os 5 princípios da teoria.Mas seria o utilitarismo uma característica da relação ou será que dos indivíduos nos relacionamentos ?Acredito que a segunda afirmação é verdadeira, pois se pensarmos no princípio do consequencialismo as relações em si são vazias moralmente, namoro é bom e mau, logo neutro, mas quem o transforma são os indivíduos dentro dele.
Vemos constantemente, na literatura, nos filmes, nas novelas, nas músicas caso iguais, de namoro destruidores, onde ambos ou se anulam, ou se sobrepõem ao outro, porém nada disso é suficiente para que eles terminem.Apesar da dor, do aparente mal-estar, descobrimos que existe algo no fundo que supera tudo isso, um bem-estar maior.
E é no cálculo do bem-estar que descobrimos que essas pessoas são regidas numa relação de que é sempre o bem-estar que deve ser o objetivo, 'posso ter problemas no meu relacionamento, sofrer, no entanto é melhor do que estar sozinho', não importa se aquilo é destrutivo para a sua vida, se aquilo não esta te levando há um lugar melhor.'Eu tenho com o outro coisas que não terei sozinho', há uma troca de pouco por quase nada.Esse seria o caso de anulações, onde várias vontades são suprimidas (princípio da agregação) pelas duas partes para que o bem-estar seja alcançado por todos (os dois, ou três, depende dos envolvidos no relacionamento).
Mas existe também o caso onde um dos dois é totalmente sacrificado em nome do bem-estar de um.Uma minoria, geralmente a parte mais fraca, perde seus direitos, vontades, desejos para que o outro tenha o dever de ter seu bem-estar maximizado.E mesmo assim, esse total sacrifício é recompensado, o suficiente para que ele continue no relacionamento, não é possível colocar em números absolutos, mas é imaginável que o mesmo deva considerar as consequências de sua anulação como algo bom, pelo menos para ele existe um ganho, talvez a existência do relacionamento, um carinho, uma companhia.
Casamento:
Muito do que foi dito sobre o namoro pode ser colocado nas exemplificações do casamento, afinal podemos considera-lo como uma "evolução lógica" do relacionamento.No entanto, os ganhos e motivos de anulação podem ser diferentes.O próprio casamento cria certas imposições que não existem no namoro, agora o sustento da casa (a edificação, materialização da "estabilidade" relacional dos indivíduos) é objetivo dos dois, eles devem se manter, ou então , um deve manter o mais desfavorecido, e isso cria as obrigações de estabilidade.
Essas obrigações em nome do bem-estar de todos (pode ser da esposa, do esposo, dos filhos) os força a viverem numa relação utilitarista, onde não deve importar o que é feito, e sim se é para algo bom, 'tenho que continuar casado, pois tenho que cuidar dos meus filhos, não importa que meu casamento com meu marido não esteja bom, mas é para o bem de todos', ou então, 'não tenho como me sustentar sozinho, mesmo podendo estar num relacionamento melhor não posso deixá-la porque não teria dinheiro'.
Uma característica comum no utilitarismo é a necessidade do outro, é precisar de alguém e pagar na moeda que se pode utilizar, 'não tenho emprego, então pago o que recebo como uma ótima dona de casa (desesperada no interior)'.Mas não quero dizer que a única cumplicidade dentro do casamento seja a dependência material, pelo contrário, as vezes esta nem existe, é que essa é uma diferença com o namoro, onde, geralmente, cada um tem suas finanças individuais.É lógico que no casamento ainda exista muito do que foi dito no namoro.
Amizade:
Para mim é um dos pontos mais difíceis de se falar, por se tratar de um tipo de relacionamento acima de muitos, nele é possível ser mais verdadeiro.Na verdade o fato dele estar aqui relacionado é um tanto conflituoso, ou devo dizer, paradoxal.Isso acontece pelo que ele representa.Vou apresentar um concepção de amizade que eu acredito ser resumidamente verdadeira:
Provavelmente o interesse dos amigos são parecidos, e demonstram, entre si, um senso de cooperação. Muitas vezes é baseada em comportamentos como:Levando em consideração essa concepção de amizade, parece totalmente irracional falar de uma Amizade Utilitarista, e concordo, pois é um relacionamento escolhido pelas pessoas e não impostas há elas, além de que aparenta ser um tipo de relacionamento que é naturalmente o bem-estar sem qualquer sacrifício.Mas não me é estranho ver amizades utilitaristas, logo, seriam mesmo uma amizade verdadeira, pura como ela deveria ser ?
- a tendência de desejar o melhor para o outro;
- simpatia e empatia;
- honestidade;
- lealdade.
Geralmente a amizade leva a um sentimento de lealdade entre si, ao ponto de colocarem os interesses do outro à frente de seu próprio interesse. Amizade resume-se em lealdade, confiança e amor, seja fraterno ou mais profundo e como Carl Rogers (Psicolólogo Humanista) diz: "é a aceitação de cada um como realmente ele é".
Faz parte da amizade, não exacerbar os defeitos do outro e dividir os bons e maus momentos.Os amigos se sentem atraídos pelos outros pela forma que eles são e não pelo que eles possuem. As verdadeiras amizades tudo suportam, tudo esperam, tudo crêem e tudo perdoam pelo simples fato de existir entre eles o verdadeiro amor, também conhecido como amor philéo = amor de amigos.
Com essa indagação devemos pensar que é uma relação de amizade e não Amizade propriamente dita, ou melhor podemos dizer que é um coleguismo, uma relação que utiliza alguns dos pontos da Amizade, porém com uma força de ligação mais fraca.A Amizade seria o último estágio do relacionamento entre amigos, e como último também deve-se esperar por maiores dificuldades de se alcançar.
Essa amizade utilitarista tem como característica a habilidade de ser dissolvida, com uma aparente finitude.Se levarmos em consideração que a amizade é uma escolha mútua (pois não me é concebível que exista uma amizade unilateral), ela tem o objetivo de encontrar o bem-estar, porém quando esse é inalcançavel ou seja ao fim esse relacionamento se esgota, e consequentemente acaba.Diferente de um namoro, ou um casamento, normalmente relacionamento com duas pessoas envolvidas, na amizade é possível que existam vários amigos, o que dá vazão para que esse relacionamento se esgote.Ao longo da vida as pessoas vão conhecendo novas pessoas, algumas com interesses mais parecidos, outras com interesses totalmente diferentes e é nesse jogo de escolha que as pessoas se aproximam e se distanciam.
A amizade utilitarista é essa que se esgota, e podemos mudar de grupo, mudar de amigos, sempre estando o mais próximo do maior bem-estar possível.Quem me agrada hoje, pode não o fazer amanhã, e quando não me compensar mais irei atrás de outros, e nessa jogada todos trocam de cadeira.No entanto é difícil distinguir de amizades verdadeiras de amizades utilitaristas, a principio elas compartilham várias caracteristicas, e talvez, infelizmente, só seja possível saber de qual se trata no único ponto que elas se diferem, ou seja, em sua finitude.
Mas algumas vezes é possível que haja outros sinais durante esse relacionamento, e um deles é o comportamento : "a tendência de desejar o melhor para o outro", isso é algo que as vezes não acontece pois estamos desejando o melhor para nós mesmo e o amigo as vezes aceitara o que lhe fizerem, mesmo que não lhe seja bom, em nome da amizade faço pequenos sacrifícios para o bem-estar do outro.
Uma amizade pura se revelaria sem a necessidade de sacrifícios, pois ambos fariam apenas o que fosse bom para ambas as partes.É lógico que uma amizade sempre assim é um pouco difícil de se imaginar, então devemos coloca-lá como até certo ponto como utópica, mas se colocássemos uma escala veríamos que apesar de ser "inalcançável" podemos estar sempre tentando chegar lá.Sim, as vezes fazemos pequenos sacrifícios de nossas vontades e nome de nossos amigos, mas em que quantidade ? Estamos sempre reprimindo a vontade dele, ou em poucas vezes.O sacrifício dele lhe retorna na forma de um sacrifício meu posteriormente, ou presumo que era obrigação dele, e logo, não deve ser agradecida.São estas pequenas características que nos aproximam de uma amizade prioritariamente utilitaristas ou se se aproxima de uma amizade pura.
Isso me leva há outra questão, temos amigos pelo carinho que gostamos de receber ou de dar ? Como já dito anteriormente a característica do utilitarismo é a necessidade do outro, ou seja, fazemos algo para receber o mesmo ou outra coisa em troca.Gostaria de repetir, que não estou fazendo juízo de valores, afirmando que amizades utilitaristas são boas ou más, isso depende dos valores morais de cada um, pelo pensamento utilitarista o que define isso é a consequência, se é bom para ambos, então é bom.Cabe a cada um julgar seus relacionamentos, basta alguns momentos de reflexão para ver onde nos encaixamos.
Solteiro:
Estar solteiro pode colocar a pessoa em diferentes situações, como poder ficar com várias pessoas diferentes (ao mesmo tempo, ou não) ou estar sozinho.Na primeira opção vemos um misto entre o namoro e a amizade, onde o relacionamento afetivo mistura a possibilidade da troca assim que o bem-estar se esgota com o prazer trazido pelas relações mais carnais.Nesse caso, temos um relacionamento direcionado para o prazer, que leva em consideração os outros apenas no que diz respeito a importância disso para si próprio, ou seja, 'só me preocuparei com o outro nos pontos que podem afetar meu bem-estar'.
Na situação de estar sozinho, o solteiro pode se beneficiar de encontrar o bem-estar em sua liberdade em relação aos outros, não existe o outro para a busca da satisfação, e não digo sexual, pois devemos lembrar que bem-estar esta ligado ao físico, intelectual e moral.
É nesse cenário que vemos pessoas que entram nele assim que um previamente não lhe trazia mais benefícios, não tanto quanto o que o status de solteiro pode lhe trazer, assim como aqueles que nele estão podem optar por deixá-lo assim que este não lhe seja mais confortável.
É possível existir uma relação Altruísta ?
A palavra Altruísmo foi cunhada pelo filósofo francês Augusto Comte e designa a idéia de solidariedade e usada para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros.Nesse caso, é pode ser confundida com os sacrifícios que citei acima, mas não é o que acontece,pois dedicar-se aos outros não pressupõem abrir mão de suas vontades, mas sim fazer aquilo que você pode fazer sem cobrar nada em retorno.
Comte também apresentar o Altruísmo em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade são os sentimentos que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).
Diria que a forma mais eqüalitária de relacionamento Altruísta seria o de apego, onde os dois envolvidos, ou mais, mantém seu vínculo de forma igual, onde o amor dado é recebido em amor, sem obrigação mas por vontade e possibilidade.
A existência de um relacionamento altruísta pode parecer utópico, mas creio ser possível, através da sinceridade com os próprios sentimentos, com os outros.Dessa forma nossos laços podem se apertar, mesmo que as vezes possa ser difícil encontrar pessoas assim, tenho fé que todos encontraram pessoas com quem possam desejar viver a vida toda de forma feliz e altruísta.
No próximo post vou tratar dos Relacionamentos prioritariamente de ódio, e a conclusão da teoria.Posso atualizar esse texto posteriormente.
t+
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