Um grupo de pessoas, aparentemente sem qualquer conexão, embarcam para um novo destino, alguns fugindo de dificuldades de relacionamento com pais, amores, amigos, outro fugindo de seus segredos, tentando uma nova vida, escapando da má sorte, procurando aventuras. O destino de todos é o mesmo. Mas nenhum deles termina aonde achavam que chegariam.
Se vêem presos num local estranho, cheio de segredos, novidades, desafios, Outros habitantes. E aos poucos conexões começam a surgir. Um era o melhor amigo da namorada do outro, um estudou na mesma sala que outra pessoa etc. Começam histórias de redenção, salvação, mudança, auto-conhecimento, sacrifícios.
Do que estou falando ? Da experiência de Lost ou da experiência de Assis, da república ?
Uma paixão em comum acabou por se mostrar uma metáfora das nossas experiências pessoais.
E tudo que você encontra em um você também acha no outro. Veja os exemplos:
As questões de Liderança, os misteriosos animais (Vicente, Ursos polares, Cão Caolho, Janis, Stitch), Branco e Preto ( as pedras dos esqueletos, o jogo de gamão, os moradores da rép.), Livros ( A Tale of two Cities, Alice no país das maravilhas e através do espelho, Catch-22, Senhor das Moscas, A odisséia(a deles e a nossa) ,Stranger in a Strange Land, O mágico de Oz, entre tantos outros livros que batem com as nossas vidas).
Existem as Coincidências ( na série nem é preciso exemplificar, nem nos nossos encontros e desencontros), as Conexões entre os personagens, os Sonhos (que nos revelam coisas, nos ajudam a entender, e que também deciframos com os amigos), experiências com Eletromagnetismo (como colocar uma panela no microondas foi quase como não digitar os números), Destino Vs. Livre-arbítrio ( várias discussões sobre esse assunto), os Jogos ( gamão, xadrez, Golf, Ping Pong, Poker, Duvido, Perfil, Wii), Bem ( quem são os Good guys e os Bad guys ? Dharma, Hostis, Outros, nós, eles ? ), Ironias ( estátuas da virgem maria cheias de cocaína serem encontradas por um usuário; pessoas que nunca morariam juntas acabam sendo ótimas companhias de rép), Isolamento ( em busca do auto-conhecimento, de viagens para o interior, trancar-se no quarto em busca de respostas), Vida e Morte ( seja de amigos, parentes, animais), Parapsicologia (as coisas inexplicáveis que ocorrem), problemas com os pais ( Jack- Christian, Locke-Sawyer, Kate, Charlie-Pai, Penny-Charles, nossos problemas familiares).
Filosofia ( Desmond David Hume, John Locke,Rousseau, não temos outros nomes filosóficos, mas temos nossas conversas), Gravidez ( Até agora nenhuma), Psicologia ( nem preciso comentar), Chuva (algo ruim vai acontecer na série, na rép. pode ser uma infiltração ou algo pior), Redenção ( fazermos certo dessa vez), Problemas de Relacionamentos (quem não tem ?), Religião ( Mr. Eko, Men of Science, Men of Faith), Rivalidades ( Sayid, Jack, Sawyer, Jin, Juliette, entre outros, he he he), Segredos (que só revelamos para alguns, às vezes só nos divãs da vida).
Temos vários momentos de flashbacks, seja nas músicas, nas piadas, nos jogos e principalmente nas conversas.
E depois de cair nessa "Ilha" vamos descobrindo seus segredos, revelados pelos moradores antigos de lá, conhecemos as "escotilhas" que acabam tornando nossas casas algumas vezes, os desafios de "ir caçar" alimentos em tempo difíceis (leia-se chuva, falta de dinheiro), os perigos sejam javalis selvagens, ursos polares, assaltantes de estudantes.
E nessa jornada no desconhecido vamos crescendo, sofremos mas tentamos aprender. Temos momentos de Liderança e momentos de fuga dela, até encontrarmos nosso Coelho Branco. Uns sentem que algo maior nos colocou sob o mesmo teto, a mesma "ilha", uma força superior ( destino ou coincidência ? Jacob ?). Criamos inimigos mortais. Os grupos se dividem, se unem para se protegerem. Alguns lutam para fugir, ir embora para "casa" enquanto outros aceitam seu destino e querem viver naquela ilha, temos Jacks e Lockes, cada um a sua maneira. Ou posso dizer melhor, temos momentos de Jack, de Sawyer, de Kate, de Locke, de Ben e quem sabe de Jacob.
Uns foram parar na ilha por azar do números ( contas erradas na hora do vestibular podem ter custado a aprovação em outra faculdade.... números malditos). Alguns começaram a andar depois de tempos numa "cadeira de rodas" pessoal.
O tempo nessa ilha também passa de forma diferente. Quem está nela sente a passagem de maneira peculiar, enquanto quem está fora sente de outra maneira. Chega a ser impossível explicá-la sem experenciá-la.
E chegamos ao ponto em que alguns partem e outros ficam. Mas basta um tempo longe da ilha para que alguém diga "We have to go back!". E nós temos que voltar. A ilha não é mais um lugar de passagem, mas também um ponto fixo (que pode mudar no espaço e tempo ?), onde muitos já viveram, foram embora e nunca conseguiram (ou puderam) voltar.
Às vezes somos tomados pelo impetuoso desejo de fugirmos, voltar para a "civilização", para "casa" e quando saímos de lá, o que encontramos ? A liberdade está no lugar ou está em nós ? A redenção é possível ? Qual é o nosso destino ?
Ainda não encontramos essas respostas. Eu não. As viagens (no tempo ?) são necessárias, desgastantes, incertas.
Temos nossos dias de Walkabout, de Exodus, de Orientation, The Long Con que armamos, dias de Live Together, Die Alone, Every man for himself, Flashes Before Your Eyes, quando nos sentimos Stranger in a Strange Land, encontramos The Man from Tallahassee e também The Man Behind the Curtain, ouvimos nossos Greatest Hits, e seguimos Through the Looking Glass.
Chegamos no 5º ano - The Beginning of the End, procuramos nossa Constante, conhecemos Kevin Johnson, vemos The Shape of Things to Come, acreditamos que There's No Place Like Home e Because You Left We have to go Back!
São os episódios das nossas vidas, da nossa série de encontros e desencontros, de conexões perdidas, de segredos, de esperança, de medo e principalmente de crescimento.
E em breve essa série se encerra. Então vamos aproveitar a última temporada e resolver todos os pontos que estão abertos.
Jacob espera isso de nós.
Namaste!

Nenhum comentário:
Postar um comentário