quinta-feira, agosto 30, 2012

Olhando para trás

Por motivos alheios aos meus desejos, o final da minha noite tornou-se um convite para relembrar.
Um amigo encontrando um Vlog/Fotolog perdido, uma foto de um passado nunca esquecido e a lembrança da "existência" desse espaço.

Não sei, para mim a nostalgia não carrega boas energias, sempre olho com tristeza para o que passou. Acho que o passado era muito melhor, mas quando me esforço para lembrar dos detalhes, vejo que não foi tão perfeito quanto minha mente tenta me enganar.

Mas isso não é conclusão nova. Sei que anos no futuro, olharei para os dias de hoje e pensarei como era tudo muito bom. Não que eu ache que seja ruim, mas que poderia ser melhor. E talvez esse seja o objetivo do futuro, fazer o passado ser melhor.

Por fim, resolvi reler desde a primeira postagem nesse blog e nem me recordo qual era seu nome original. Mas, lá está. Toda minha dor, minha angústia, meu desejo de gritar, ecoando no vazio da Internet. E hoje me pus a escutá-lo novamente.

Quase como "O Código Da Vinci" tento decifrar meu passado, meus assuntos, minha realidade. Obviamente por ser um espaço público, sempre tratei minhas histórias com muita analogia e pouca informação. É divertido, se eu não soubesse que era minha história, talvez eu não reconhecesse nada disso.

O filme "Meia Noite em Paris" fala sobre esse amor ao passado. Tem uma citação muito boa:

"Nostalgia é negação – negação do doloroso presente -, uma noção equivocada de que uma época, uma era dourada, é melhor do que aquela em que se vive; uma falha na imaginação romântica das pessoas que acham difícil ocupar-se do presente”.

Essa frase me define em muitos aspectos. Nego o prazer do meu presente, pois acho difícil ocupar-me dele.
Engraçado como o passado e o presente se conectam. Hoje mesmo disse à um amigo:

"Não tenha vergonha do seu passado, é por causa dele que você é a pessoa que é hoje."

E achei no meu próprio blog uma frase idêntica: "Não tenho vergonha do meu passado, pois é ele que me fez ser quem sou hoje."

7 anos separando as duas frases e ainda assim elas são idênticas. Meu amor ao passado, meu respeito é imutável.

Ainda assim, me dói olhar e ver como eu poderia ter tirado mais proveito das oportunidades. E porque não faço isso hoje? Como posso tirar proveito das minhas atuais oportunidades?

É fácil mudar o passado na sua mente, fazer coisas diferentes. O difícil é, com certeza, fazer as coisas diferentes na realidade (nossa, quem digitou esse parágrafo? A Tati Piriguete? Só faltou eu escrever "Com licença, Luciana...")

Acabei de me recordar como eu amo músicas dos anos 70/80 e até 90. E desprezo o presente musical.

É, esse sou eu negando o presente por não saber como lidar com ele.

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