sábado, agosto 01, 2009

A posse do que não possuímos

O que é do outro ? O que é meu ? E o que é Nosso ?
A posse de algo é definida pelo que ? Por quem criou ou quem cuidou ?
Aposto que o Direito tem sua respostas, dependendo da situação.
Mas no senso comum, que é o meu referencial, uma vez que não planejo levar tal assunto para instâncias "superiores", o que responde tais questões ?
Bem, se existem mil discussões sobre a posse de algo (meu ou seu), como seria a do Nosso ?

O Nosso pode nascer de uma aliança, um compromisso mútuo de responsabilidade: se criamos, se cuidamos e se destruiremos.
O problema surge não das divergências, pois isso é saudável (quando feito com esse fim) e pode criar alternativas nunca pensadas, o problema surge quando um dos lados do Nosso, decide tornar-se o dono "exclusivo" de algo.
O que foi criado e cuidado bilateralmente é destruído unilateral.
De certa maneira é um caso de autoritarismo, que também atende pelos nomes de: tirania, totalitarismo e porque não fascismo ?

Para uma análise mais clara, aqui estão algumas características do autoritarismo(como forma de governo) para se manter no poder:
  • Exclusividade do exercício do poder.
  • Arbitrariedades.
  • Enfraquecimento dos vínculos jurídicos do poder político.
  • Alteração da legislação institucional criando regras para a auto manutenção do poder.
  • Restrição substancial das liberdades públicas e individuais.
  • Impulsividade nas decisões.
  • Agressividade à oposição.
  • Controle do pensamento.
  • Censura às opiniões.
  • Cerceamento das liberdades individuais.
  • Cerceamento das liberdades de movimentação.
  • Emprego de métodos ditatoriais e compulsórios de controle político e social.
Transferindo algumas das delas para o contexto das pessoas, como comportamentos ou modos de relações, fiz alguns grifos em alguns pontos que são claramente atitudes de Pessoas, não sendo exclusivas de governos e Estados.

Mas afinal de contas, governantes e legisladores são pessoas, não são ideologias ou modos de governo. Logo, se visualizarmos ao nosso redor pessoas com tais características, tentem imaginá-las em posições de poder, como chefes, diretores, professores, acadêmicos, mestres, governantes,etc.

Algo é certo: coisa boa não virá.

Dica: Afaste-se o mais rápido possível de tais pessoas, ou antes que você note estará sendo hipnotiza com seus poderes sedutores e de articulação (quase como um vampiro, não ?).

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